ENTREVISTA PEDRO LEMOS

Pedro Lemos, lateral de 25 anos, começou a sua aventura no mundo do futebol ao serviço do Selho. De 2003 a 2015 representou as várias equipas do Vitória SC. Representou o Gil Vicente em duas temporadas e o Vilaverdense na época passada. Hoje veste as cores do Penafiel.


Ups mete gelo – O Pedro durante a sua formação ocupava a posição de avançado, o que o levou a recuar no campo para lateral?



Pedro – Digamos que esse recuo originou-se de forma gradual, onde de ponta-de-lança passei a jogar com mais frequência a extremo e depois sim, recuei para lateral. O que levou a acontecer isso foi o facto dos treinadores com quem fui trabalhando na formação verem em mim condições para poder desempenhar essas funções e tirar o melhor proveito das minhas capacidades.



Ups mete gelo – Ser um bom extremo ou avançado dá competências para ser um bom defesa lateral?




Pedro – Sim, cada vez mais os laterais têm de ter a capacidade para chegar ao último terço do terreno com frequência e conseguir desequilibrar, o que tendo jogado em posições mais ofensivas anteriormente ajuda e muito nesse aspeto.




Ups mete gelo – Toda a formação do Pedro enquanto atleta foi passada em Guimarães. Quais são os momentos que melhor recorda com a camisola do Vitória SC?

Pedro –
Recordo muitos bons momentos no Vitória, se tivesse que escolher um seria a minha estreia no D. Afonso Henriques pela equipa principal, é o sonho de qualquer jovem atleta que representa um clube daquela dimensão. Um dia que nunca mais esquecerei.



Ups mete gelo – No dia 30 deste mês faz 6 anos que o Pedro se estreou pela equipa principal do Vitória SC, partida com o Beira-Mar que acabou expulso por acumulação de amarelos. Como é que um jovem vive e lida com todas estas emoções numa estreia?


Pedro – Sim, estreei-me com apenas 19 anos e acabei expulso, mas o que fica na memória não é a expulsão, até porque a expulsão foi em prol da equipa, mas sim conseguir representar o Vitória ao mais alto nível, que era um dos meus sonhos.


Ups mete gelo – Foram mais de 10 anos na Cidade Berço, como se sucedeu a sua saída para o Gil Vicente?


Pedro – Sucedeu de forma natural, é claro que foi uma mudança que me marcou, mas a vida é feita de ciclos e um ciclo tinha terminado ali, tinha de continuar a minha vida e o Gil Vicente era uma excelente opção, onde podia continuar a fazer aquilo que mais gosto.


Ups mete gelo – Depois de somar mais de 40 jogos na Segunda Liga ao serviço do Gil Vicente, mudou-se para o Vilaverdense. Considera que deu um passo atrás para dar dois à frente?


Pedro – Penso que ultrapassei a meia centena de jogos com a camisola do Gil Vicente, que era um dos objetivos pessoais que tinha. A mudança para o Vilaverdense foi uma decisão difícil, mas foi o melhor que talvez me podia ter acontecido, culminando com uma época muito positiva a nível coletivo e individual.



Ups mete gelo – Nesta época assinou pelo Penafiel. Como tem sido a adaptação aos durienses?


Pedro – Foi uma adaptação fácil, o grupo foi muito recetivo e sendo também um grupo que já se conhecia há algum tempo, facilitou a minha integração.


Ups mete gelo – No Penafiel voltou a encontrar o técnico Armando Evangelista. Este re-encontro foi importante para aceitar este novo projeto?


Pedro – Claro que a presença do mister Armando foi relevante na minha contratação e na minha decisão, estaria a mentir se dissesse o contrário. Já tinha sido meu treinador, o que faz com que me conheça bem e saiba o meu potencial, mas o que não tira de modo algum a responsabilidade e trabalho que tenho de demonstrar dia-a-dia para poder ser uma opção válida.


Ups mete gelo – O objetivo do Penafiel nesta temporada passa por subir ao principal escalão do futebol português?


Pedro – O objetivo do Penafiel passa por encarar o próximo jogo como o mais importante, no fim faremos as contas.


Ups mete gelo – Em toda a carreira, o Pedro representou clubes nortenhos. Existe alguma razão especial ou é apenas uma coincidência?

Pedro – Acaba por ser coincidência, já cheguei a ter contactos noutros anos com clubes de outras regiões, mas nunca se chegou a concretizar nada em concreto.

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